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Santa Catarina sofrerá com furacões e elevação do mar Publicado em: 31/01/2007 às 09:13 Seca, furacões e elevação do nível do mar. Essas devem ser as principais conseqüências do aquecimento global em Santa Catarina, segundo pesquisadores da área, que alertam para a possibilidade de um aumento de até 4ºC na temperatura no Estado. A primeira constatação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é de que a região do Atlântico Sul, que vai do Litoral Sul do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, ficará mais vulnerável a tempestades e vendavais. De acordo com um dos pesquisadores do órgão, José Antônio Marengo, há duas previsões mais voltadas a Santa Catarina. Uma delas, considerada otimista, prevê uma elevação de 1°C a 3ºC na temperatura e um aumento de 5% nas chuvas, que devem se concentrar em determinados períodos. A segunda previsão que inclui o Estado, mais pessimista, alerta para a elevação de até 4ºC nos termômetros e uma precipitação 10% maior, também mal distribuída. - A concretização dessas previsões depende da conduta do homem daqui para frente, pois elas se baseiam em probabilidades previstas para ocorrer até o ano 2100 - observa o pesquisador e meteorologista José Antônio Marengo. A agricultura é o setor que mais deve sentir os efeitos do aquecimento global no Estado, porque as chuvas devem aumentar, mas o calor e a evaporação também, e em proporção maior. Alto consumo de energia aumenta risco de apagões Como a atmosfera poderá mudar de forma acelerada, a probabilidade é de que as frentes frias passem rapidamente por Santa Catarina, dificultando a atividade agrícola. O excesso de calor implica, ainda, em maior consumo de energia, não descartando o risco de apagões onde as fontes de abastecimento são hidrelétricas. De 1960 a 2000, a Região Sul apresentou um aumento de 1,8ºC nas temperaturas mínimas registradas nas zonas urbana e rural. - O maior problema é que as pessoas ainda não se conscientizaram, pensam que a conseqüência dessas questões será apenas o derretimento de geleiras em locais distantes e daqui a cem anos - ressalta o ambientalista do Greenpeace, Guilherme Leonardi. As regiões costeiras são as que mais devem sofrer danos com os furacões e com a elevação do nível do mar. No caso de Florianópolis, em que a maior parte da cidade se localiza na Ilha de Santa Catarina, a situação pode se agravar nas partes mais baixas da Capital. Segundo estudo do oceanógrafo Alexandre Mazzer, é possível que haja avanço dos mangues, do mar sobre a faixa de areia nas praias e a salinização de parte da água doce. - Em 2050, o mundo inteiro já sentirá os efeitos do aquecimento em diferentes níveis. O que não se pode é precisar o que vai acontecer e quando, pois o que existe são probabilidades baseadas em pesquisas - explica Mazzer. Quanto ao furacão Catarina, que surpreendeu os especialistas, ele diz que não há certeza se foi um sinal das mudanças climáticas. - O aquecimento muda a forma com que a Terra distribui o calor que recebe da atmosfera, então, o furacão pode ter sido um meio encontrado pela natureza para dissipar o excesso de energia. ( mariana.ortiga@diario.com.br ) ![]()
![]() MARIANA ORTIGA - Diário Catarinense |
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