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Parque do Rio Vermelho se tornará estadual Publicado em: 07/03/2007 às 09:02 O Parque Florestal do Rio Vermelho, no Leste da Ilha, será transformado em unidade de conservação ambiental e passará a se chamar Parque Estadual do Rio Vermelho. A mudança ocorrerá após a transferência da administração do local para a Fundação do Meio Ambiente (Fatma). Atualmente, o parque está sob o controle da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Com a transferência para a Fatma, ele será enquadrado nos sistemas nacional e estadual de unidades de conservação e passará por uma reavaliação técnica. Segundo a diretora de Ecossistemas da Fatma, Ana Cimardi, a mudança ainda não tem data marcada e ocorrerá apenas após a definição de como será a administração de algumas estruturas localizadas na área do parque, como o camping, o viveiro de mudas, o posto do Corpo de Bombeiros e a estação de tratamento da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). No momento, a Vara Federal Ambiental de Florianópolis realiza reuniões e audiências públicas com diversos órgãos para discutir o assunto. O próximo passo no processo é o governador Luiz Henrique da Silveira assinar o decreto definindo o parque como estadual. Trezentos hectares de pinus serão cortados Após a transferência, a Fatma fará a demarcação da área e um mapeamento temático para levantar informações sobre a cobertura vegetal, o uso e ocupação do solo e as áreas que precisam ser recuperadas. Além disso, será elaborado um plano de manejo e construídos um centro para visitantes e uma sede administrativa. O objetivo é a preservação de ecossistemas naturais, possibilitando a realização de pesquisas científicas. Com a gestão da Fatma, parece chegar ao fim a polêmica que envolvia o parque. Em abril do ano passado, o governador Luiz Henrique transferiu a administração dele para a SC Parcerias. Como diversas entidades questionaram o decreto, em outubro, o então governador Eduardo Pinho Moreira determinou que a administração retornasse para as mãos da Cidasc. A Associação de Moradores do Rio Vermelho (Amorv) apóia a gestão da Fatma e irá desenvolver, juntamente com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um projeto de revitalização do parque, visando a sua adequação ao sistema de unidade de conservação, que poderá ser utilizado como subsídio das ações da Fatma. - A comunidade não abre mão de que o parque seja uma unidade de conservação - afirma o presidente da Amorv, Roberto Bastos. Outro ponto polêmico, a destinação dos pinus plantados na área, também foi definido pela Fatma e tem o apoio dos moradores. Eles serão extraídos e os recursos destinados à implantação do parque estadual. Atualmente, os pinus ocupam cerca de 300 dos 1,4 mil hectares da área. - Todas as espécies exóticas serão retiradas da área - afirma Ana Cimardi. ( estephani.zavarise@diario.com.br ) ![]()
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