Ibama investiga desmatamento na região de Santa Terezinha Publicado em: 02/04/2007 às 08:58
A última etapa da Operação Canadá que o Ibama vem realizada desde o dia 10 de fevereiro, está concentrada no entorno de Santa Terezinha, no Alto Vale do Itajaí.
O município está entre os que mais desmataram no período de 2000/05, de acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado em dezembro de 2006.
A ação está sendo desencadeada pelas equipes área e terrestre, que ganham reforço significativo a partir de hoje.
Visto do helicóptero o quadro é desolador. O desmatamento, principalmente em Santa Terezinha, continua aumentando.
Empresas ou particulares fazem a extração florestal de mata nativa selecionada, principalmente araucária.
Para não serem flagrados, os autores do desmatamento nessa região deixam ao redor um cinturão verde, que o chefe do escritório em Rio do Sul, Bruno Barbosa, denomina como fachada.
Segundo ele, um dos fatores que contribui para aumentar a extração florestal é a quantidade de assentamentos de famílias sem terras.
O único legalizado é o 25 de Maio. Nos demais, sem denominação oficial, a sobrevivência depende não apenas da agricultura com cultivo do tabaco, mas da venda de espécies da mata atlântica.
A lenha que resta é utilizada nas estufas de secagem do fumo ou palanques de cerca.
- A operação não vai acabar com o desmatamento, mas certamente serão momentaneamente suspensos - afirma Bruno.
Volume desmatado chega a 42 mil campos de futebol
Nos últimos cinco anos, 45,4 mil hectares (o equivalente a mais de 42 mil campos de futebol) de remanescentes de mata atlântica desapareceram em Santa Catarina.
Isso coloca o Estado na incômoda primeira posição em desmatamento, entre os oito mapeados pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o que foi mapeado, a cobertura original no Brasil caiu de 7,1% em 2000, para 6,98% em 2005.  | Áreas de clareiras revelam a ação predatória do homem, que reduz vegetação nativa a índices cada vez menores. | Foto(s): Orlando Pereira/DC
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