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Farra do boi cresce 30% neste ano Publicado em: 10/04/2007 às 08:59 Neste ano, a Polícia Militar (PM) de Santa Catarina registrou 292 ocorrências de farra do boi. O número é 30% maior em relação a 2006, quando ocorreram 224 farras. Ao todo, 27 pessoas foram detidas, enquanto 21 animais foram aprendidos e depois recolhidos pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado (Cidasc). Aestatística foi divulgada ontem pela PM. Apesar de terem aumentado em relação a 2006, os números da farra variam muito ano a ano. Em 2005, por exemplo, houve 349 ocorrências, e em 2004, 266. Neste ano, os municípios que registraram maior número de ocorrências foram Florianópolis, com 134, seguido por Biguaçu, com 43, e Itapema e Governador Celso Ramos, empatados com 24 cada. Ao todo, a PM registrou farras em 14 municípios, a maioria no Litoral. Pelo Acórdão 153.531-8, de 1997, o Supremo Tribunal Federal considera a farra do boi uma crueldade com os animais e proíbe sua realização, ainda que sem violência e dentro de mangueirões, sob pena de responsabilização de seus agentes. De acordo com o chefe de comunicação da PM no Estado, tenente-coronel Anselmo Souza, o principal destaque foi o aumento do número de pessoas que participaram das farras em Governador Celso Ramos, onde o costume é bastante arraigado. Ele acredita que isso ocorreu devido à lei municipal que prevê a regulamentação da farra, que passaria a ser chamada de brincadeira do boi, e à divulgação da atividade. - Foi uma iniciativa popular que chamou muita gente, inclusive de fora do município. Eles queriam saber como era e foram para Governador Celso Ramos - acredita. Segundo ele, a PM fez barreiras móveis e fixas na região, mas as farras eram realizadas no interior do município. Outro recurso usado pelos farristas para atrapalhar o trabalho da PM era repassar entre eles, por celular, a informação da chegada de um carro policial. Souza diz que os policiais não agiram para evitar um conflito de grandes proporções e a depredação dos carros. - Já tivemos viaturas apedrejadas em Penha, Itapema, Florianópolis. Em Governador Celso Ramos, era muito perigoso entrarmos, pois os farristas eram muitos. As pessoas detidas foram encaminhadas a delegacias para registro da ocorrência. Outro problema, segundo Souza, é a falta de um lugar para a permanência dessas pessoas. ![]()
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