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Eco Power, em Florianópolis, traz prêmios Nobel da Paz Publicado em: 28/11/2007 às 08:21 Apesar de sediar o melhor laboratório de energia solar da América do Sul, na UFSC, - aos moldes dele há apenas mais um no Hemisfério Sul, localizado na Austrália - Santa Catarina ainda não deslanchou nesta área, a exemplo do que ocorre no restante do país. Para especialistas, é difícil entender como isso é possível, já que este tipo de energia pode gerar uma economia de até 80%. Em regiões como a China ou a Europa, os coletores solares são bastante utilizados. O tema será um dos assuntos abordados na Eco Power Conference, que começa hoje, na Capital. O coordenador do Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (Lepten), do departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, Sergio Colle, explica que em até dois anos e meio, em função da economia de energia, é possível ter o retorno do dinheiro investido em um coletor solar. O aparelho, que pode durar até 30 anos, é responsável por uma economia de 75% a 80%. Apesar de todas essas vantagens associadas às centrais solares, o professor adverte que é preciso adquirir o equipamento de profissionais qualificados. - Em Criciúma, por causa da demora de um empresário, ficou muito mais difícil a venda dos coletores. Foi comercializado um equipamento de má qualidade e isso prejudicou a imagem de quem realmente é sério, por isso reafirmo que é preciso comprar de quem entende de energia solar - orienta o especialista. A questão solar é apenas um dos pontos a serem debatidos durante a Eco Power, no Costão do Santinho Resort. Na avaliação do diretor do evento, Ricardo Bornhausen, no Brasil ainda se discute muito pouco as energias renováveis, em detrimento da nuclear e das hidrelétricas, que sempre são assunto de polêmica. - O problema da energia renovável no Brasil é o custo, pois já dominamos a tecnologia, mas as barreiras podem ser eliminadas com uma larga produção em escala - pondera. Se o objetivo é trazer à tona temas que estão borbulhando hoje, um deles é a agroenergia. Para o diretor de Açúcar e Álcool da Bunge, Martinho Silveira, a área passou a ser o assunto do momento. - O Brasil tem um dos mais competitivos custos de produção de açúcar do mundo e no caso do etanol, em comparação com os EUA, é cerca de 40% mais baixo - destaca o executivo da Bunge. Incentivos para empresas que adotam as iniciativas Uma das principais polêmicas que envolvem energia e agricultura diz respeito ao cultivo de determinados alimentos para a produção de biocombustível. Outro assunto muito falado nos últimos dois anos é o crédito de carbono. O superintendente de Vendas em Crédito de Carbono do banco Real, Maurik Jehee, vai apresentar os riscos e a estruturação financeira da questão. Desde 2005, o banco vem mantendo esse tipo de operação. - No Brasil, não há metas para reduzir a emissão de carbono, mas existem incentivos para as empresas que adotam a iniciativa - diz. A consciência ambiental e de economia de energia não fica restrita às empresas. O engenheiro do departamento de engenharia comercial da Celesc, Luiz Antônio Garbelotto, explica que pequenas atitudes, como utilizar a chamada lâmpada fria, ou trocar o chuveiro elétrico pelo aquecimento solar, geram resultados bastante positivos. ( graziele.bo@diario.com.br ) ![]()
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