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Eco Power: Lagos critica os EUA na abertura Publicado em: 29/11/2007 às 09:24 A principal estrela da solenidade de abertura da Eco Power, ontem à noite, na Capital, o ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos, não poupou críticas à postura dos Estados Unidos em relação ao aquecimento global. O enviado especial das Nações Unidas ao encontro disse que os norte-americanos são responsáveis por 30% de todo o gás carbônico liberado na atmosfera. A maior potência econômica do mundo, alertou Lagos, também vem recebendo duras críticas de ambientalistas por ter se negado a assinar o protocolo de Kyoto. Na coletiva que concedeu à imprensa, o representante da ONU destacou que a grande mudança na consciência ambiental dos países em desenvolvimento é que, há 10 anos, pensava-se que a culpa pelas emissões de gás carbônico na atmosfera era apenas dos países considerados desenvolvidos. Lagos também lembrou que 20% das emissões carbônicas anuais devem-se ao desflorestamento e elogiou o Brasil por estar fazendo um grande esforço para diminuir os danos na Amazônia. Mas, segundo ele, é preciso que haja financiamento para que as energias renováveis dêem certo. - Se pagam para que seja cortada uma árvore, por que não pagar para que deixem ela ali - questionou. Encontrar respostas para temas tão complexos como esse é um dos desafios da Eco Power. Na abertura oficial, o diretor do evento, Ricardo Bornhausen, enalteceu o fato de SC ingressar definitivamente no cenário mundial com o evento. Estado ingressa no cenário mundial - A causa sustentabilidade vai movimentar a economia e será determinante para o crescimento do país - observou Bornhausen. O presidente do Conselho Consultivo da conferência e presidente da Celesc, Eduardo Pinho Moreira, lembrou que 45% da matriz energética brasileira é renovável, número muito maior que a média mundial, de 14%. As iniciativas realizadas na cidade-sede da Eco Power foram apresentadas aos presentes pelo prefeito de Florianópolis, Dário Berger. Ele mostrou, por exemplo, que uma parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Fundação do Meio Ambiente, possibilitou a realização da compostagem, no Parque Ecológico do Córrego Grande, que transforma resíduos orgânicos em adubo. Outro projeto, relatou Berger, recolhe o óleo utilizado pelos restaurantes e transforma em combustível para os barcos de pescadores do Ribeirão da Ilha, no Sul da Capital. A programação de hoje inicia-se a partir das 9h, com uma conferência sobre sustentabilidade e desenvolvimento global. Amanhã, acontecem as palestras dos prêmios Nobel da Paz 2006, Muhammad Yunus, e com o Nobel da Paz 2007, Mohan Munasinghe. ( graziele.bo@diario.com.br ) ![]()
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