Tamarindo: Dez anos muito bem revividos Publicado em: 30/07/2008 às 08:58
Blumenau - Bolo, balões, uma faixa bem grande e um coro entoando o Parabéns a Você. É assim que os alunos de Curso de Biologia da Furb, junto com a Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena), Faema, prefeitura e moradores vizinhos do tamarindo irão comemorar amanhã, a partir das 8h30min, o bem-sucedido transplante da árvore, ocorrido há 10 anos. Na época foram utilizados um caminhão, dois tratores, um guindaste e dezenas de operários.
Em 31 de julho de 1998, antes de a Ponte Vilson Kleinübing - nome oficial da estrutura conhecida como Ponte do Tamarindo - ficar pronta, foi necessário trocar de lugar uma árvore centenária. O transplante, que durou dois dias, removeu a árvore 15 metros do lugar em que foi plantada. Os técnicos da Faema disseram, na época, que a árvore teria 50% de chances de sobreviver.
De acordo com registros históricos pesquisados pelos alunos de Biologia da Furb, foi Thusnelda Paul, filha do ambientalista Fritz Müller, quem plantou a árvore há mais de 100 anos. A família morava próxima àquele lugar e, segundo a pesquisa, a sombra do tamarindo foi o abrigo onde gerações de crianças brincaram durante décadas.
Para o atual presidente da Faema, Jorge Alberto Müller, a decisão por mudar o tamarindo de lugar foi uma conquista ambiental importante. Algumas mudas que foram retiradas do tamarindo são hoje grandes árvores em áreas de preservação permanente.
O processo é pouco utilizado atualmente, de acordo com Müller. No entanto, ele cita, como outro bom exemplo de transplante, algumas árvores que estavam no terreno onde hoje fica o Supermercado Giassi e foram levadas ao Parque Ramiro Ruediger, como um exemplar de pau-brasil.
( daniela.pereira@santa.com.br ) Eles viram tudo | "Sempre acreditei que a árvore fosse vingar. Era uma árvore forte e o trabalho de todo mundo foi bem feito. O tamarindo virou um marco." | José Felício da Silva, 75 anos, jardineiro | "Foi uma operação difícil para a época, porque não tínhamos muita informação, mas a união de forças e boa vontade fez tudo dar certo." | José Constantino Sommer, | 48 anos, biólogo e professor | "O que me impressionou na época foi a preocupação ecológica. Se hoje houvesse essa preocupação, muitas árvores poderiam ser preservadas." | Artur Moser, 52 anos, repórter fotográfico | Serviço | Festa de 10 anos - A solenidade começa às 8h30min, amanhã, junto à árvore na Ponte do Tamarindo. Haverá também uma exposição de fotos, depoimentos e reportagens na Biblioteca Central da Furb (Rua Antônio da Veiga, 140), entre amanhã e 9 de agosto. A entrada é gratuita. |
  Tamarindo antes e hoje. Foto(s): ARTUR MOSER
Jornal de Santa Catarina |